quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Em primeiro plano

O cinema é uma construção atemporal, vida paralela que se esconde em planos e efeitos de cena. Nossas personagens são pessoas comuns, vindas de outros planetas ou da Europa, África e qualquer um dos sete mares conhecidos.

Um disco colorido de matizes indefinidas, de processos tecnológicos e, essencialmente, humanos.

Mundo em technicolor, cinemascope ou qualquer coisa difusa, quase um efeito de neblina em filmes noir.

O cinema é um eterno paradoxo de si para si mesmo. Em se repetir, está sua confirmação; em se repetir, sua pseudo-limitação.

Um mundo de desculpas e requiens, filosofia do contemporâneo em formato retangular.

Tudo que um filme revela ou esconde não se mede; distância incalculável entre dois eixos fora de lugar.

O cinema é uma exasperação conceitual, sintoma de incômodo necessário, inquietação premente obtusa, dessas que chegam à perfeição possível em deslizes geniais, firulas mercadológicas do acaso, um tanto não sei de quê, outro tanto de não sei o que lá.

Caminhos convergentes, som e vídeo, pintura e literatura, fotografia e arquitetura, sentimento e suor.

O cinema é uma vingança social, produto do capitalismo para fins socialistas; fronteira submissa das teorias humanas.

O que é clássico, é vil. O que é vil, torna-se indispensável.

Arte de revolta para revoltados conscientes, concisos e inconstantes.

O cinema é além de tudo isso, muito mais e outro tanto de desconhecido. 

Frase definitiva que encerra a história, que pode ser dita/escrita ou não.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

De todos os bares do mundo...

"Of all the gin joints, in all the towns, in all the world, she walks into mine".
"De todos os bares, em todas as cidades, em todo o mundo, ela entra no meu".
E quem não é quase um Rick Blaine?